Acordos ultrassecretos no Panamá permitem que os ricos construam vastos bancos de riqueza oculta. Reis, criminosos, presidentes e primeiros-ministros foram expostos por burlar as regras e ter bens escondidos em paraísos fiscais no exterior.
Na maior fuga de informações desse tipo, 11,5 milhões de documentos entregues a um jornal alemão no ano passado revelam em detalhes gráficos como o obscuro escritório de advocacia Mossack Fonseca, na Cidade do Panamá, criou mais de 200.000 empresas e trusts para formar uma vasta rede que oculta os assuntos financeiros de políticos, oligarcas e criminosos. “O que estamos vendo aqui é realmente um universo paralelo, onde as pessoas podem ir para jogar e evitar as regras em seus próprios países”, diz Gerard Ryle do International Centre Consortium of Investigative Journalists. “As pessoas perceberam que são elas que estão sendo enganadas aqui”, disse o senador australiano Sam Dastyari. Em tempos de austeridade global, a exposição sem precedentes sobre um mundo secreto de enriquecimento onde as regras não se aplicam aos ricos é politicamente explosiva. Embora a Mossack Fonseca nunca tenha sido acusada de irregularidades criminais, “as pessoas estão com raiva. As pessoas já tiveram o suficiente”, diz Dastyari, que o sistema permite que os ricos burlem as regras ev
ABC – Ref. 6724
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